Poluição do Ar: Efeitos a Saúde Humana

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Poluição do Ar: Controle de Material Particulado

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Poluição do Ar: Material Particulado

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Poluição do Ar: A Poluição

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Poluição do Ar: Atmosfera

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Poluição do Ar: Conceitos Básicos

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Poluição do Ar

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Poluição do Ar: Particulados e a Saúde Humana

A Poluição do Ar por Particulados e a Saúde Humana

Pesquisas sobre os efeitos dos poluentes do ar sobre a saúde levaram a uma reavaliação dos padrões de qualidade do ar tanto em nível nacional como internacional. Principalmente quando refere as características físicas e químicas das partículas transportadas no ar que são responsáveis por efeitos adversos sobre a saúde.

O aumento nos níveis de pequenas partículas suspensas no ar e a taxa de mortalidade

Não se sabe como as partículas suspensas conduzem à morte, porem está claro que se os efeitos são observados a concentrações tão baixas, não são as partículas em si, mas uma sucessão de eventos que amplificam a resposta frente às partículas finas. Estudos epidemiológicos sugerem que as pessoas portadoras de doenças crônicas, como desordem obstrutiva crônica pulmonar, ou de doenças respiratórias agudas, como pneumonia, são mais suscetíveis aos efeitos da poluição do ar por particulados.

Estudos epidemiológicos não têm a capacidade de revelar os mecanismos bioquímicos e fisiológicos, mas sugerem um estudo da toxicologia. Estudos em animais estão começando a fornecer indícios que a exposição em laboratório de animais saudáveis a partículas não chegou a produzir morte ou fornecer outras indicações de efeitos mais severos. Contudo, estudos recentes com animais portadores de doenças, como bronquite, hipertensão pulmonar ou um estado inflamatório aumentado, chegaram a constatar mortes substanciais após exposição a particuladas reais em concentrações comparáveis à algumas cidades.

Estudos apontam para as características superficiais das partículas – especificamente da capacidade de metais e outras substâncias químicas presentes na superfície dessas partículas finas de produzirem radicais livres oxigenados. A toxicidade dessas partículas finas deve-se à capacidade das pequenas partículas de penetrar profundamente nos pulmões e ultrapassar os mecanismos de defesas normais. Produtos químicos como dióxido de enxofre, que normalmente seriam absorvidos por superfícies úmidas no nariz e na garganta, podem ser transportados mais profundamente para os pulmões se estão presos à superfície de uma partícula fina.

As partículas ultrafinas são mais importantes porque, as partículas finas começam como ultrafinas que crescem por aglomeração para forma partículas maiores. Portanto, a meia-vida das partículas ultrafinas no ar é tão curta que (segundos ou minutos) que não é possível que elas sejam importante no que diz respeito aos seus efeitos sobre a saúde. Entretanto, uma vez que as partículas ultrafinas são a fonte das partículas maiores, o controle de redução de partículas finas requer a redução das emissões de partículas ultrafinas.

Pesquisas até o momento não encerram a questão sobre as partículas finas, ao contrário do que se sabe dos gases como agentes que causam aumento nas taxas de enfermidade e mortalidade. Diante dessa verdade, fica o questionamento do por que os governos fazem leis onerosas que levam as reduções de partículas enquanto ainda não há certeza. Porem os críticos dizem que é impossível separar o efeito das partículas finas daquele do dióxido de enxofre e de outros co-poluentes nos estudos epidemiológicos. Certamente nos estamos expostos a muitos poluentes no ar cujas concentrações aumentam e diminuem de maneira sincronizada entre si. Assim, em uma dada cidade, é impossível atribuir com certeza absoluta os efeitos observados sobre a saúde a qualquer poluente individual, tais como partículas finas. Contudo, pode-se constatar situações especiais que podem nos fornecer uma orientação. Por exemplo, observamos um aumento nas mortes e enfermidades associadas às partículas finas em comunidades onde existe pouco ou nenhum dióxido de enxofre no ar, o que pode concluir que as partículas finas não se encontram em associação com o dióxido de enxofre no ar. Deste modo, é possível afirmar com segurança que as associações com partículas finas não se devem ao dióxido de enxofre naquela comunidade. Ainda mais importante, a evidência epidemiológica provem, não das associações estatísticas observadas em determinada localidade, mas da consistência das associações relatadas em comunidades ao redor do mundo.

O tempo médio em que a expectativa de vida de uma pessoa pode ser reduzida devido aos níveis de particulados atmosféricos presentes? Apenas os idosos são afetados?

Pesquisas sugerem que para cada aumento de 10 micrograma/m3 na concentração média de partículas finas, está associada a redução de um ano na expectativa de vida, o que prova que o tempo médio em que a expectativa de vida de uma pessoa pode ser reduzida devido aos níveis de particulados atmosféricos presentes, sendo que que mortes ocorrem predominante entre os idosos. Não obstante, existem muitos outros efeitos sobre a saúde associados às partículas finas entre crianças e adultos jovens, tais como ataques de asma, aumento nas doenças respiratórias e comprometimento da parte inferior dos pulmões.

No passado, os padrões que tratavam de partículas visavam ao controle das partículas maiores e mais pesadas. Contudo, existem poucas evidencia que essas partículas grandes estejam associadas com mortalidade ou enfermidades. Não está claro que os controles colocados em funcionamento para complementar os padrões PTS ou MP10 levem a qualquer beneficio a saúde. As evidências epidemiológicas e os dados toxicológicos limitados atualmente disponíveis sugerem que o controle das partículas relacionadas com a combustão, partículas finas, seria muito mais efetivo na promoção da saúde pública do que o controle para reduzir as concentrações de PTS e MP10.

As principais fontes de partículas finas são as reações fotoquímicas, que convertem óxido de enxofre e óxido de nitrogênio gasoso em gotas de sulfato e nitrato e outros sais. A névoa branca característica dos episódios de smog no verão é produzida por partículas finas no ar. Altos níveis de partículas finas são encontrados em algumas áreas devido à fumaça da queima de madeira ou às emissões específicas das indústrias.

O aumento da mortalidade e da morbidez associadas com a exposição às partículas tem sido relatado em múltiplos locais da América do Norte, América do Sul, Ásia e Austrália.

Referencia:

Douglas W. Dockery

  • Professor associado de Medicina e Epidemiologia Ambiental
  • Universidade de Harvard

Poluição do Ar: Fontes, características e efeitos dos principais poluentes na atmosfera

Fontes, características e efeitos dos principais poluentes na atmosfera

POLUENTE CARACTERÍSTICAS FONTES PRINCIPÁIS EFEITOS GERAIS

SOBRE À SAUDE

EFEITOS GERAIS SOBRE O MEIO AMBIENTE
Partículas Totais em Suspensão (PTS) Partículas de materiais sólidos ou líquido que ficam suspensos no ar, na forma de poeira, neblina, aerossol, fumaça, fuligem, etc. Faixa de tamanho < 100 micras. Processos industriais, veículos motorizados (exaustão), poeira de rua suspensa, queima de biomassa. Fontes naturais: pólen, sal marinho e solo. Quanto menor o tamanho da partícula, maior o efeito a saúde. Causam afeitos significativo em pessoas com doença pulmonar, asma e bronquite. Danos a vegetação, deterioração da visibilidade e contaminação do solo.
Partículas Inaláveis (MP10) e Fumaça Partículas de materiais sólidos ou líquido que ficam suspensos no ar, na forma de poeira, neblina, aerossol, fumaça, fuligem, etc. Faixa de tamanho < 10 micras. Processos de combustão (Industria e veículos automotores), aerossol secundário (formado na atmosfera). Aumento de atendimentos

hospitalares e mortes prematuras.

Danos a vegetação, deterioração da visibilidade e contaminação do solo.
Dióxido de Enxofre (SO2) Gás incolor com forte odor, semelhante ao gás produzido na queima do palito de fósforo. Pode ser transformado em SO2, que na presença de vapor de água, passa rapidamente a H2SO4. É um importante precursor dos sulfatos, um dos principais componentes das partículas inláveis. Processos que utilizam queima de óleo, refinarias de petróleo, veículos a diesel, polpa e papel. Desconforto na respiração, doenças respiratórias, agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares já existentes. Pessoas com asma, doenças crônicas de coração e pulmão são mais sensíveis ao SO2. Pode levar a formação de chuva ácida, causar corrosão aos materiais e danos a vegetação: folhas e colheitas.
Dióxido de Nitrogênio (NO2) Gás marrom avermelhado, com odor forte e muito irritante. Pode levar a formação de ácido nítrico, nitratos (o qual contribue para a formação de partículas inaláveis na atmosfera) e compostos orgânicos tóxicos. Processos de combustão envolvendo veículos automotores, processos industriais, usinas térmicas que utilizam óleo ou gás, incinerações. Aumento da sensibilidade à asma e à bronquite, redução da resistência às infecções respiratórias. Pode levar a formação de chuva ácida, danos a vegetação e a colheitas.
Monóxido de Carbono (CO) Gás incolor, inodoro, insípido. Combustão incompleta de veículos automotores. Altos níveis de CO estão associados a prejuízo dos reflexos, da capacidade de estimar intervalos de tempo, no trabalho e visual.
Ozônio (O3) Gás incolor, inodoro nas concentrações ambientais e o principal componente da névoa fotoquímica. Não é emitido diretamente à atmosfera. É produzido fotoquimicamente pela radiação solar sobre óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis. Irritação dos olhos e vias respiratórias, diminuindo a capacidade pulmonar. Exposição a altas concentrações pode resultar aperto no peito, tosse e chiado na respiração. O O3 tem sido associados ao aumento das admissões hospitalares. Danos a colheita e a vegetação natural, plantação agrícola; plantas ornamentais.

Efeitos do Monóxido de Carbono no Organismo

Percentagem de carboxiemoglobina no sangue (CoHb) Sintomas humanos associados com o nível de CoHb
80 Morte
60 Perda de consciência: morte se houver exposição contínua.
40 Colapso das Funções motoras, confusão mental.
30 Dores de cabeça, fadiga, distúrbio decisórios.
20 Prejuízo no sistema cardiovascular, anormalidades e feto cardiográfico
5 Declínio (linear com o aumento do nível de CoHb) no nível máximo de oxigênio necessário para um indivíduo adulto sob esforço físico, prejuízo na percepção visual e habilidades manuais
4 Diminuição na habilidade de detectar mudanças num ambiente, diminuição da performance física em indivíduos saudáveis e em indivíduos com doenças pulmonares crônicas
2,5 Agravamento de doenças cardiovasculares

Pirâmide da Saúde Relativa à Poluição Atmosférica

Poluição do Ar: Efeitos da Poluição Atmosférica

Efeitos da Poluição Atmosférica

A poluição atmosférica causa vários efeitos prejudiciais, diretos ou indiretos, sobre a saúde e o bem-estar humanos, sobre os animais e a vegetação, sobre os materiais e as construções e sobre a atmosfera, solos e os corpos d’água.

A extensão destes efeitos dependem da escala de poluição, podendo ocorrer em nível local, regional e global.

Ozônio (03)

É um gás incolor, principal componente do smog fotoquímico. Não é emitido diretamente na atmosfera, mas é formado através de reações químicas complexas entre as emissões dos compostos orgânicos voláteis e as de NOx na presença da luz solar, sendo aceleradas pelo aumento de temperatura. Tipicamente os maiores níveis na concentração do poluente ocorrem durante o verão.

O ozônio ocorre em duas camadas na atmosfera: na troposfera, onde é um poluente que causa prejuízos à saúde humana, a vegetação e aos materiais; e na estratosfera, onde a camada de ozônio estende-se por quase 30 quilômetros protegendo a vida dos raios ultravioletas nocivos.

Monóxido de Carbono (CO)

O monóxido de carbono é um gás incolor, inodoro e tóxico produzido pelo processo de combustão incompleta. As fontes que mais contribuem para a emissão de CO são os veículos automotores, os incineradores, os fornos que utilizam madeira como combustível etc. Quando o CO é inalado, entra na corrente sanguínea e reduz bruscamente a demanda de oxigênio para os órgão e tecidos.

óxidos de Nitrogênio (NOx)

São importantes gases precursores do ozônio troposférico e da deposição ácida que resultam em danos à saúde humana e aos ecossistemas aquáticos e terrestres. Os óxidos de nitrogênio podem interagir com outros compostos no ar para formar material particulado. Estes gases são formados quando o combustível é queimado a altas temperaturas. As principais fontes emissoras são os veículos automotores e as fontes de combustão que queimam gás natural como as usinas termoeléíricas.

O principal mecanismo para a formação de dióxido de nitrogênio (NO2) na atmósfera é a oxidação do monóxido de nitrogênio (NO).Quando inalado, o dióxido de nitrogênio pode irritar os pulmões, causar bronquite e pneumonia, além de diminuir a resistência às infecções respiratorias.

Dióxido de Enxofre(SO2)

O dióxido de enxofre é um gás incolor que como o NOx é precursor da chuva ácida.Pode reagir com outros compostos na atmosfera e formar material particulado. Os compostos de enxofre contribuem para a diminuição da visibilidade da atmosfera (sulfato particulado). São derivados essencialmente de grandes fontes estacionárias como as de combustão externa que utilizam carvão ou óleo como combustível.

Material Particulado (MP)

São os poluentes atmosféricos incluídos numa das seguintes categorias: pós, sujeiras, fuligem, fumaça e gotas líquidas originadas de várias fontes, tais como: fontes naturais: as tempestades de areia e queimadas; fontes de combustão: os motores dos veículos, atividades de geração de energia, caldeiras, fornos, etc. Estas fontes emitem partículas de cinza e materiais da combustão incompleta. Incluem-se ainda as atividades de manipulação ou realocação de materiais agregados, peneiramento, moagem e tráfego de veículo em vias não pavimentadas; a interação de gases como NH3, S02, NOx e VOC’s com outros compostos do ambiente atmosférico para formar material particulado.

A composição química e física do material particulado pode variar em função da localização, do período do ano e de fatores meteorológicos. A fração fina, menor que 2,5 micra (micrometros), geralmente é emitida por fontes de combustão, sendo compostos geralmente formados por partículas de sulfato e nitrato. O material particulado maior do que 10 micra pode ser emitido por fontes naturais como tempestades de areia, o tráfego de veículos em vias não pavimentadas e pela operação de manipulação de materiais agregados, etc.